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Adventure Sports Fair 2016

Este ano aconteceu mais uma edição da Adventure Sports Fair. O evento foi realizado em São Paulo entre os dias 12 e 16 de outubro. E como de costume fui até lá para rever os amigos de montanha, aproveitar o conteúdo das palestras, conversar com as marcas do ramo e, quem sabe, até comprar algum equipamento novo. Mas…

Entrada da Adventure Sports Fair 2016 | Foto: Luiza Campello

Entrada da ASF 2016 | Foto: Luiza Campello

A feira encolheu em relação aos anos anteriores e deixou a desejar nos quesitos expositores e custo. O que vi foi uma concentração maior de expositores do setor automotivo, desde os 4×4 até a Bardahl que levou, por exemplo, um kart e um carro de stock car. Aliás, eu me pergunto o que essa empresa estava fazendo por lá. Acredito que ela estaria melhor no Salão do Automóvel do que numa feira de esportes outdoor, onde o foco deveria estar nas empresas, equipamentos e serviços que atendem trekkers, montanhistas, escaladores, ciclistas, mergulhadores, voadores, etc. A esmagadora maioria das marcas que atuam no mercado nacional não estava presente, notei uma lacuna enorme com a ausência de grandes nomes dos setores de calçados, vestuário, mochilas, camping, escalada, acessórios, etc. O que com certeza decepcionou muitos vistantes.

Este ano a redução no tamanho foi tão grande que era possível visitar a feira por completo em apenas um dia inteiro – o que não era algo tão fácil em outras edições. Outro fator negativo foi o custo. O ingresso estava custando R$ 50,00, o estacionamento do local custava R$ 40,00. Os dois somados ao consumo de alguma bebida e comida faziam com que cada pessoa gastasse facilmente mais de R$ 100,00, por dia! Um custo alto se comparado com as edições anteriores que aconteceram no Ibirapuera. Resultado: este ano a feira encheu bem menos. E por fim, li relatos de ciclistas reclamando da falta de um bicicletário onde eles pudessem deixar a bike – e o bicicletário fez muito sucesso antigamente (foto abaixo).

Bicicletário ASF 2014

Bicicletário gratuito da edição de 2014 fez falta na Adventure Sports Fair 2016

Outro ponto negativo, que não foi culpa da organização da ASF, era a presença de um evento da Herbalife no espaço ao lado da Adventure Sports Fair. As oficinas foram prejudicadas pelo som alto que vinha de lá. O barulho para os expositores que estavam próximos da parede era algo irritante.

As palestras do Adventure Congress, que no passado aconteceram em salas ao lado das oficinas, passaram para um ambiente separado no segundo andar, isso fez com que muitos deixassem de assisti-las. Algumas palestras de esportistas renomados ficaram vazias ou com pouquíssimas pessoas.

A Adventure Sports Fair 2016 teve pontos positivos também

Felizmente! A feira se mostrou um ótimo espaço para rever os amigos que praticam esportes outdoor. Também encontrei a galera do AventureBox.com, os amigos da Rede de Blogs Outdoor e alguns participantes do Vivência Outdoor. As oficinas, apesar de curtas (30 minutos apenas), trouxeram bons conteúdos.

AventureBox Adventure Sports Fair 2016

Bruna Fávaro durante a oficina do AventureBox.com, apresentada em conjunto com o Renan Cavichi.

AventureBox nas ASF

Oficina cheia de interessados em conhecer a tal rede social de aventura, o AventureBox.com

Tive a oportunidade de conhecer um projeto muito interessante, o “Cauã, 10 anos e 10 cumes“, o qual eu pretendo falar em breve aqui no site. Aliás, o Cauã foi o grande destaque da feira, na minha opinião – um projeto incrível, realizado por uma família fantástica e que me remete de volta aos pontos-chave do esporte outdoor: pessoas, natureza, qualidade de vida e educação ambiental!

Cauã

Cauã ao lado da mãe, Daiane, durante a apresentação da oficina sobre o projeto “Cauã, 10 anos e 10 cumes”

Com relação aos expositores, os grandes destaques ficaram por conta da SPOT, Nautika e as marcas que ela distribui (Azteq, CamelBak, Deuter, Durban, NTK e Sea to Summit), Lince Imports (cutelaria) e a MTK (vestuário). O site de campismo MaCamp apresentou um trabalho muito legal com um espaço que trazia informações básicas para os campistas, atendendo principalmente os iniciantes na prática. Além disso, grande parte do público se concentrava nos espaços do Richard Rasmussen, Max Fercondine/Amanda Richter e Coronel Leite.

Stand NTK ASF 2016

Stand da NTK foi um dos que mais atraiu o público. Aqui estavam as marcas Deuter, Durban, Azteq, CamelBak, NTK e Sea to Summit. | Foto: divulgação

Lince Imports ASF 2016

Stand da Lince Imports (cutelaria) em um dos raros momentos com poucos visitantes. | Foto: Luiza Campello

Alguns blogueiros da Rede de Blogs Outdoor apresentaram oficinas: Fábio Almeida, do Pedal Nativo (Preparando a sua primeira viagem autônoma de bike); André Schetino, do Até Onde Deu Pra Ir de Bicicleta (Cicloturismo e Treinamento Esportivo); e a Luiza Campelo, do FuiAcampar.com.br (Como escolher uma barraca para as suas aventuras).

FuiAcampar Adventure Sports Fair

Apresentação da Luiza Campello, do FuiAcampar

Ainda falando sobre as oficinas e palestras, os visitantes contaram com conteúdo apresentado por nomes como: Waldemar Niclevicz, Maximo Kausch, Pedro Hauck, Sidney Togumi, José Eduardo Santor Filho, Karina Oliani, Guilherme Cavallari, as Irmãs Klink (Laura, Tamara e Marininha), Marina Klink (esposa do Amyr), Gustavo Ziller e o Coronel Leite (Discovery Channel), entre outros nomes conhecidos no mundo outdoor e da mídia. As palestras e oficinas sempre foram um destaque na Adventure Sports Fair, e um dos bons motivos para visitar a feira.

Oficinas na Adventure Sports Fair 2016

Espaço das oficinas durante a Adventure Sports Fair 2016

O que eu gostaria de ver nas próximas edições?

Eu tenho certeza que essa opinião não é só minha: eu gostaria muito de ver menos carros, motos e outros veículos. No lugar deles poderíamos ter mais equipamentos para camping, montanha, bikes, caiaques, guias, livros, acessórios, destinos, mais cultura outdoor, mais tempo para as oficinas… Enfim, acredito que os carros ficariam melhor no Salão Internacional do Automóvel.

Quando penso em “esportes outdoor”, lembro dos esportes em que nós, seres humanos, somos a “máquina” e o personagem principal. E não um motor a diesel… Esses esportes nasceram da relação pessoal do homem com a natureza e seus desafios, nossa necessidade de superação, nossa busca pela paz das montanhas, a curiosidade pela vastidão do mar ou o sonho de voar como as aves. Me parece que ao longo dos anos a ASF vem perdendo essa ideia em troca de preencher os espaços dos stands. O problema disso, é que ela acaba decepcionando muitos visitantes. Isto era representado claramente pelo volume de visitantes nos espaços ocupados por carros (mais vazios) e nos espaços ocupados por marcas voltadas para os equipamentos outdoor ou naqueles destinados ao conhecimento e experiências (mais cheios).

ASF 2016

Rever amigos e trocar ideias, o ponto forte da Adventure Sports Fair

Adventure Sports Fair

Nessas mesas da ASF já surgiram muitas ideias boas! Reunião de amigos na hora do almoço.

Creio que uma parcela significativa do público ficou desapontada com a feira de 2016. Conversei com muitas pessoas e a diferença nas opiniões era grande. Aqueles que conheceram as edições anteriores da ASF comentavam o quanto a feira estava fraca, já quem ainda não conhecia o evento estava feliz com o que viu. Acredito que a fórmula mágica seria trazer a antiga Adventure Sports Fair de volta, aquela com mais de um andar, com vários expositores de equipamentos, corredores cheios e oficinas lotadas.

Seria fantástico ter de volta aquela feira onde nos sentíamos como “crianças em um grande parque de diversões”!

Outras opiniões sobre a Adventure Sports Fair 2016

FuiAcampar.com.br – Leia aqui
Sua Casa é o Mundo – Leia aqui
Guilherme Cavallari – Leia aqui.


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Mario Nery

Mario Nery

Trekker, montanhista e mochileiro, pratica esportes outdoor desde 1990. Apaixonado por equipamentos, fotografia, cerveja e tecnologia. Formado em TI, atualmente trabalha na área mídias sociais/marketing digital. Siga o Trekking Brasil no Twitter: @trekking


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