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Ilhabela, São Paulo – trilhas e dicas

Ilhabela, fica situada no litoral norte de São Paulo próxima da cidade de São Sebastião, ela foi o destino de uma viagem do Trekking Brasil em conjunto com a Luiza Campello do FuiAcampar.com.br. O resultado desta parceria você confere neste artigo e na avaliação do camping onde ficamos durante esta trip, que está no FuiAcampar (links no fim deste artigo).

Onde: litoral norte de São Paulo, cidade mais próxima: São Sebastião.
Duração da trip: nós ficamos três dias e quatro noites na ilha
Melhor época do ano: o ano inteiro, mas no verão se aproveita melhor as praias. Já no inverno, como chove menos, a pedida são as trilhas.
Classificação: trilhas longas e pesadas, algumas cachoeiras são acessíveis por trilhas menores e mais fáceis. Ótimas praias.
Destaques: estrutura urbana ótima, trilhas, praias, cachoeiras e receptividade dos moradores
Indicado para: qualquer pessoa, desde famílias buscando praias, pousadas e restaurantes até aventureiros mais rústicos.

Eu estou acostumado com a Ilha Grande aqui no Rio de Janeiro, que tem um estrutura bem mais simples do que aquela que encontrei na Ilhabela. A ilha é uma mini cidade que conta com restaurantes, cafés, livrarias, pousadas, bancos, caixas eletrônicos, supermercados, hospital, etc. Essa estrutura está no lado voltado para o continente, já a parte voltada para o oceano Atlântico é bem mais simples e rústica.

Basicamente Ilhabela se divide em Norte e Sul. O Norte concentra a parte mais agitada e badalada da Ilha e o Sul é mais tranquilo e com belas praias. Existem pousadas, restaurantes e campings nas duas partes, e para todos os gostos. A divisão Norte/Sul acontece a partir do ponto da Balsa, ao desembarcar da balsa você tem à sua direita o lado sul e à sua esquerda o lado norte. Por falar na balsa, ela é a forma de se chegar na Ilhabela. As balsas partem da cidade de São Sebastião e permitem que carros, motos, bicicletas e pedestres acessem a ilha. As tarifas para carros giram em torno de R$ 22,00 (preço de agosto de 2013) e a travessia para pedestres e ciclistas é gratuita.

Mapa ilhabela SP

Mapa com os pontos que aparecem no relato desta trip

Legenda do mapa:
1. Ponto de chegada/saída da balsa para São Sebastião
2. Praia Grande, localização do Camping Canto Grande onde ficamos
3. Ponto onde começa a subida até as estrada de terra que leva à Castelhanos
4. Ponta dos Frades – ponto final do ônibus que vai pro sul, restaurante Nova Iorqu”i” e início da caminhada para a praia do Bonete
5. Praia dos Castelhanos
6. Praia do Bonete

Vale citar que o transporte público (ônibus) circula em intervalos grandes, então é necessário tem um pouco de paciência – principalmente nos domingos. A passagem em agosto de 2013 estava custando R$ 2,80. Existe a opção de pegar um taxi também.

Ilhabela recebe muitos eventos náuticos, bem como alguns gastrônomicos e musicais. Quando estivemos por lá estava acontecendo o 18º Festival do Camarão e também um festival de Jazz, além da regata do Camarão. Haja evento!

Dia 01 – Encontrando a Luiza, Renan e a Mari em Caraguatatuba

Sábado. Por uma questão de logística era mais fácil pra Luiza chegar lá via Caraguatatuba, que é uma opção também para quem precisa de uma cidade que tenha maior acesso por ônibus. Então eu saí do Rio de Janeiro as 08:30 com destino a Caraguatatuba. Encontrei as 16:00 com a Luiza na rodoviária de Caraguá e logo depois o Renan Cavichi (do blog Piá Ventura) e a Mari Ricatierri (esposa do Renan e dona do blog Delícias Vegetarianas) nos encontraram na rodoviária para nos dar uma carona até a balsa em São Sebastião. Para quem chega por Caraguatatuba também é possível pegar um ônibus até São Sebastião.

A carona acabou terminando com o casal atravessando conosco para Ilhabela e aproveitando um bom café, um bom papo, uma cervejinha e as maravilhas do festival do camarão. Além disso o Renan nos deixou no nosso camping, no lado sul da Ilha, o Camping Canto Grande – obrigado por tudo Renan e Mari!

Cafeteria e livraria na Ilhabela

Renan Cavichi, Mario Nery, Luiza Campello e Mari Ricatierri (Foto: Renan Cavichi)

Festival do Camarão Ilhabela 2013

Super Paella do Festival do Camarão de Ilhabela – nem sempre nós precisamos passar perrengue né? (Foto: Renan Cavichi)

O camping onde ficamos nesta trip foi escolha da Luiza – ela escolheu o camping e eu escolhi as trilhas. Chegando lá montamos as barracas, fizemos um pequeno passeio para reconhecimento dos arredores e caímos nos sacos de dormir. No dia seguinte tínhamos 22Km de trilha pela frente. Buenas noches!

Acampando Camping

Barracas montadas no Camping Canto Grande, a verde é da Luiza a laranja é minha.

Dia 02 – Tempo mais ou menos e trilha até a praia dos Castelhanos

Destaques: Praia dos Castelhanos, cachoeira da Toca e do Gato
Distância: aproximadamente 22km de trilha (somente ida)
Nível: pesado, caminhada em estrada de terra com piso irregular em alguns pontros, lama, subidas e cruzando um rio (raso)
Dica: leve água, lanches e dinheiro – alguns restaurantes não aceitam cartões e você pode querer voltar de jeep e vá cedo para poder aproveitar mais a praia, os jeeps costumam voltar as 16h

Domingo. Acordamos com um tempo esquisito, arrumamos os equipamentos e fomos para o ponto de ônibus esperar um transporte que nos deixasse mais próximos do ponto de início da estrada para Castelhanos, que começa relativamente perto da balsa. Uma parada estratégica na padaria para abastecer as barrigas com o café da manhã e as mochilas com uns lanches e água. Tudo pronto, pés na estrada!

Começamos a trilha na rua que fica ao lado do Banco do Brasil, basta seguir a rua principal em direção ao lado norte e você verá o banco do lado direito da pista. Aí é só subir a ruazinha ao lado do banco e seguir as placas, subir mais, e mais um pouco até chegar na estradinha de terra. Neste pedaço você basicamente segue em zig-zag pelas ruas seguindo as placas.

A trilha pra Castelhanos é na verdade uma estrada de terra com 22km de extensão aproximadamente, mesmo sendo uma estrada aberta ela apresenta muitas subidas e trechos de piso ruim, o que aumenta o desgaste. Saímos da padaria por volta das 09:30 e chegamos em Castelhanos por volta das 14:00, então prepare-se para uma boa caminhada! A estrada pode ser feita por carros normais em dias de tempo estável e por carros off road mesmo com as condições piores (estrada molhada).

Estrada Castelhanos Ilhabela

Parte boa da estrada para Castelhanos (Foto: Luiza Campello)

Luiza Campello Ilhabela

Luiza atravessando um riozinho antes de chegarmos a Castelhanos

Chegamos em Castelhanos – depois de muito sobe e desce – e aproveitamos para almoçar em um restaurante bem simples mas muito gostoso, o Marebar. Os pratos comerciais são bem servidos, muito bem feitos e os sucos naturais são ótimos. Fomos de filé de peixe grelhado com salada, fritas, arroz e feijão carioquinha. Tudo acompanhado de dois sucos naturais de melancia. Vale dizer que no momento eles não estavam aceitando cartões, não sei se era algum defeito da máquina ou se eles não aceitam mesmo. Outro ponto que merece destaque é a gentileza do Júnior, que nos atendeu por lá e inclusive nos conseguiu um lugar em um dos jeeps que estavam voltando para o outro lado da ilha.

Marebar Ilhabela

Parada pro almoço no Marebar na praia de Castelhanos (Foto: Júnior, do Marebar)

Ilhabela São Paulo

Cantinho da Praia dos Castelhanos (Foto: Luiza Campello)

Praia de Castelhanos

Panorâmica de Castelhanos, do cantinho da praia apenas

Castelhanos é uma comunidade de pescadores caiçaras que conta com restaurantes, chalés para aluguel e dois campings. Próximo de lá temos outras praias (acessíveis por trilhas) e a cachoeira do Gato (acessível por uma bifurcação que fica na estrada que vai até Catelhanos. Essa bifurcação fica bem próxima da praia, do lado esquerdo de quem chega ou do lado direito de quem sobre a estrada para voltar ao outro lado da ilha).

Uma pena que o tempo não nos ajudou tanto e que nós saímos relativamente tarde (perdemos um bom tempo esperando o ônibus), mas ainda assim valeu, e muito, o trekking até lá! Recomendo!

Pegamos o jeep e voltamos para o lado “urbano” da ilha. Passamos no mercado para comprar alguns comes e bebes. Tentamos um café antes, mas a máquina do restaurante onde paramos resolveu dar problema, então nada de cafeína… Pegamos o ônibus de volta para o camping, encaramos os banhos (o meu estava quente e bom demais) e aproveitamos mais uma vez para dar um pulo nos arredores do camping. Onde achamos uma sorveteria a kilo pertinho – maravilha pra terminar a noite.

Sorvete

Sorvete na sorveteria Bariloche, na Praia Grande, Ilhabela

Dia 03 – Trilha até Bonete (ou a tentativa dela)

Destaques: Praia do Bonete, duas cachoeiras (Lage e Areado)
Distância: aproximadamente 15Km
Nível: pesado, trilha com trechos de subida ingrime, travessia de rios e pontos escorregadios
Dica: muita disposição para enfrentar a caminhada e os borrachudos, vá bem cedo e vá preparado para ficar por lá caso o tempo mude e chova muito

Segunda. Acordamos com o tempo ruim depois de uma chuva a noite, mas mesmo assim resolvemos arriscar um pulo no Bonete. Saímos tarde, até por que o tempo não estava ajudando mesmo e estávamos preocupados em ficarmos presos lá no Bonete já que quando o tempo vira e o mar fica mais agitado a saída de lá se torna mais complicada. Pegamos o ônibus rumo ao extremo sul da Ilha e soltamos no ponto final (Porto Frades) quase em frente ao restaurante Nova Iorqu”i” (o nome é assim mesmo). Começamos a caminhada pela estradinha de terra que estava com muita lama. No caminho pássaros bem coloridos (alguns eu nunca tinha visto) e praticamente ninguém além de nós dois.

Trilha do Bonete Ilhabela

Eu e a Luiza em uma das placas de sinalização do Parque Estadual da Ilhabela (Foto: Luiza Campello)

Depois de alguns quilômetros de caminhada chegamos até as placas que marcam a entrada do Parque Estadual de Ilhabela. Pouco antes das placas existem dois estacionamentos – para quem chega até lá de carro eles são os últimos locais onde se pode deixar o carro. Depois da sinalização do parque estrada continua, porém ela tem uma porteira fechada com corrente e cadeado, continuar daqui só a pé. Seguimos em frente, o ritmo era de toca pra cima nas subidas com muita lama. Acabamos desistindo de continuar, por causa do tempo e também do horário. Existe um camping nesta trilha, chamado Camping da Lage (onde existe uma cachoeira com o mesmo nome).

Para não deixar vocês sem o relato de como é o Bonete eu recomendo a leitura desta artigo do Piá Ventura – Trilha do Bonete

Na volta optamos por parar no restaurante que fica no ponto final do ônibus – o Nova Iorqu”i” que tem uma história muito longa pra esse nome diferente, mas que também é uma história muito legal e divertida. Quem quiser saber mais detalhes deste nome basta acessar o site do Nova Iorqu”i”. Minha dica quanto ao restaurante: se você quer comer bem esse é um bom lugar. Pedimos meia porção de batatas fritas, com arroz e um bife a parmegiana (meia também) – eu a a Luiza comemos muito bem e sobrou comida. Aliás a meia porção de batata deles é maior que a porção inteira de muito lugar que eu já fui! Gostei mesmo. A Luiza adorou o suco de kiwi.

Fim do almoço voltamos para o camping pra descansar, trabalhar mais um pouco e quem sabe tentar o Bonete no dia seguinte…

Dia 04 – Terça-feira de chuva

Nada de especial neste dia. Quando acordamos e notamos que o tempo não estava nada bom optamos por ficar trabalhando… Nos sobrou ficar pelas barracas (o camping Canto Grande tem internet wi-fi na área do camping! Ótimo diferencial para nós dois que tínhamos que trabalhar em alguns períodos durante os dias úteis da semana). Ficamos por lá papeando, cuidando do trabalho e planejando onde íamos almoçar. O almoço foi num restaurante e lanchonete que fica uns 500m-1km de distância do camping seguindo em direção ao sul. PF bem gostoso e em boa quantidade, acompanhado de sucos de laranja e dois cafés expressos pra fechar a refeição. Boa comida e bom preço (R$ 17,00 o prato).

Caminhando mais um pouco em direção ao Sul notamos que tínhamos uma pizzaria, um café e um supermercado a alguns KMs de distância, nada impossível de se ir a pé. Quase do lado do camping tínhamos uma sorveteria a kilo, pouco mais a frente um barzinho e dois quiosques que servem bebidas e comidas. A localização valeu a pena, indico pra quem pensa em ir pro Bonete e quer um camping com boa localização mais pro sul da Ilha.

A noite acabou conosco arrumando as coisas por que na quarta iríamos acordar as 05:30 da manhã para desmontar as barracas terminar de guardar algumas coisas e correr para pegarmos o ônibus até a balsa. Corremos por que os horários dos nossos ônibus pro Rio e São Paulo não eram dos melhores… Aliás se programe para isso caso você não esteja de carro e caso seu ônibus tenha horários complicados, como foi meu caso, São Sebastião – Rio de Janeiro somente as 09h e às 22h, então tivemos correr pra pegar o bus cedo! A Luiza pegava o dela as 08:40 saindo de São Sebastião para São Paulo…

No final tudo deu certo, pegamos o ônibus interno da ilha e a balsa, um logo depois do outro, e chegamos com antecedência em São Sebastião para seguirmos cada um pra um lado. Ilhabela deixou saudades e eu pretendo voltar lá pra fazer a trilha do Bonete e quem sabe o Pico do Baepi ou até mesmo uma meia volta da ilha (Balsa – Bonete – Castelhanos – Balsa)

Camping Canto Grande

Não vou entrar em muitos detalhes aqui por que o pessoal do FuiAcampar vai fazer isso bem melhor por lá, mas eu gostei muito do camping! Tínhamos um ótimo espaço gramado, com iluminação e postes com tomadas, internet wi-fi em todo o camping, banheiros grandes e com chuveiro quente, portaria 24 horas, tanques, saída para praia, dois cães super legais (Boris e Brenda) e até uma arara que vive solta por lá. Curti muito mesmo, fomos muito bem recebidos pela Renata, recomendo! A avaliação completa e mais detalhes vocês encontram no FuiAcampar e no site do Canto Grande:

Avaliação FuiAcampar: http://fuiacampar.com.br/camping/camping-canto-grande/
Site Canto Grande: http://www.cantogrande.com.br/

Arara Ilhabela

Arara que vive lá pelo camping

Tracklogs

Na seção de tracklogs para GPS aqui do site você encontra os tracklogs para as trilhas do Bonete, Castelhanos e para a meia volta da ilha – acesse https://trekkingbrasil.com/tracklogs-ilhabela-sao-paulo/


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Mario Nery

Mario Nery

Trekker, montanhista e mochileiro, pratica esportes outdoor desde 1990. Apaixonado por equipamentos, fotografia, cerveja e tecnologia. Formado em TI, atualmente trabalha na área mídias sociais/marketing digital. Siga o Trekking Brasil no Twitter: @trekking


7 comentários

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  1. ana rocha barcelos
    ana rocha barcelos 10 setembro, 2013, 00:14

    O preço do camping é salgado hein, 70,00 por pessoa? Incrível como ainda estamos atrasados nesses quesitos. Por essas e outras agente acaba mochilando fora do Brasil.

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    • Mario Nery
      Mario Nery 16 setembro, 2013, 19:58

      Olá Ana, na verdade R$ 70,00 é o valor de dois dias com desconto de 10 reais na diária! O valor da diária é de R$ 40,00. Pra um camping com portaria 24h, wi-fi, chuveiros quentes, tomadas com acesso fácil nos postes e um bom espaço eu achei legal. Abs. Mario

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  2. Gottbrok
    Gottbrok 31 Março, 2015, 20:49

    Ótimas dicas. Obrigado por compartilhar!

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  3. Gabriela
    Gabriela 19 junho, 2017, 10:53

    Olá Mario Nery, gostaria de saber se a trilha para Castelhanos, que parte do Banco do Brasil em Ilhabela, é bem sinalizada. É um caminho simples de se percorrer? Além disso, você aconselha deixar o carro estacionado perto do Banco do Brasil e partir de lá a pé?

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    • Mario Nery
      Mario NeryAuthor 19 junho, 2017, 14:32

      Olá Gabriela, a trilha é na verdade uma estrada de terra com cerca de 21km de extensão. É uma subida relativamente puxada dependendo o preparo físico do caminhante. Se você for a pé terá que voltar esses 21km caminhando, pagar um jipe para lhe trazer de volta ou pegar um barco – programe-se para isso! Você não precisa parar seu carro no Banco do Brasil, é possível parar o seu carro mais próximo da entrada da estrada, ou se o seu carro for 4×4, você pode ir até Castelhanos, estacionando um pouco antes da praia e fazendo um trecho pequeno a pé. Atualmente os carros não estão mais entrando na praia. Abraços!

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  4. Luiza
    Luiza 17 julho, 2017, 09:53

    Oi! você sabe como funciona para ir de carro 4×4 alugado por lá para a praia de castelhanos?

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    • Mario Nery
      Mario NeryAuthor 17 julho, 2017, 10:01

      As agências locais oferecem esse serviço, basta perguntar em qualquer uma delas na praia do Perequê, por exemplo.

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