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Mochilão Bolívia 2011 – Uyuni e o Salar

Uyuni, cidade de poucos habitantes e clima frio no sul da Bolívia. Talvez seja um dos ou até mesmo o destino mais famoso na Bolívia por causa do Salar de Uyuni, um deserto de sal com cerca de 12mil Km² cercados por montanhas e vulcões.Chegamos em Uyuni por volta de umas 15:20 da tarde do dia 06 de julho de 2011. A pequenez da cidade me agrada muito, bem como o clima mais frio e a estação de trem, que apesar de não ter nada de demais dá um ar bucólico na cidade do sal.

Estação de trens de Uyuni

Estação de trens de Uyuni

Uyuni está situada a cerca de 3650 metros acima do nível do mar, um pouco abaixo de Potosi, aqui em geral as pessoas não apresentam problemas com a altitude. Porém o frio no meio do ano é pesado, em uma das manhas acordamos com o termômetro que estava no quarto marcando cerca de 7º C dentro do quarto, lá fora o tempos estava mais ou menos e com vento, então a temperatura era bem mais baixa. Existem duas temporadas para visitar Uyuni, a mais comum – nomeio do ano (entre maio, junho, julho e agosto) e no verão. A vantagem de ir no verão é que os valores serão menores e a paisagem no salar será diferente, como chove bem nesta época o Salar de Uyuni alaga e fica espelhado, refletindo as montanhas no horizonte, transformando o cenário em algo surreal, um gigante caleidoscópio na linha do horizonte.

Avenida Potosi - relógio da Plaza Arce

Avenida Potosi - relógio da Plaza Arce

Este ano a paisagem estava assim por causa das tempestades de neve, a mesma neve que quase nos impediu de chegar em Uyuni acabou frustrando nossos planos de fazer o Lincancabur, um vulcão na fronteira da Bolívia com o Chile, uma região desértica com lagos coloridos e repleta de vulcões. Devido a neve acabamos sendo forçados a fazer o passeio de apenas um dia do Salar, já que ninguém queria nos levar muito além disso ou quando se arriscavam em prometer tentar as propostas não eram muito boas.

Nos hospedamos no Hostal Marith, um hostal bom com TV e banheiro no quarto, café da manhã e boa localização – ao lado do quartel na Avenida Potosi, a avenida principal da cidade. Nela você encontra lan houses, lojas de souveniers, o mercado municipal, pequenos armazéns, casas de câmbio, alguns hostals e a Plaza Arce (onde fica o relógio e bons locais para comer). Comemos em uma pizzaria nesta praça e voltamos para o hostal depois de comprar umas besteiras para comer no salar no dia seguinte.

Vulcão Licancabur

Vulcão Licancabur - foto da viagem de 2009 - este ano não chegamos lá por causa da neve...

O passeio que gostaríamos de fazer era o de 4 dias, completo e indo até a base do Licancabur, como a neve e a possibilidade de tempestades não nos deixou fazer este roteiro acabamos optando por fazer o tour de somente um dia. Esse tour inclui o cemitério de trens, uma pausa em Colchani – uma comunidade que vende artesanias de sal, uma parada nos montes de sal, outra na isla del pescado (ilha de corais e cactos centenários no meio do salar), almoço e uma parada no hotel de sal já no retorno para Uyuni. Para este passeio acabamos fechando com o Olavo , um senhorzinho que é considerado “o cara” quando o assunto é o Salar, ele guia tours desde 1985! O próprio hostal indicou ele, eu iria fechar com o pessoal da agência Sajama que me levou em 2009 até o Licancabur, mas os preços não eram nada bons e eu não senti confiança no guri que nos atendeu lá.

Estação de trens Uyuni

O ar bucólico do pátio de trens da estação de Uyuni

Acordamos no dia 07 por volta das 06:30, tomamos café no hostal e fomos atrás de passagem de ônibus para Oruro, já que nossa ideia de ir de trem furou por causa da falta de passagens. Não existe uma rodoviária em Uyuni, os ônibus param em frente as lojas que vendem as passagens em geral na Avenida Arce, próximo dos correios. Compramos as passagens para as 21h do dia 08 e depois compramos alguns lanches pro Salar.

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni - allagado no inverno por causa das tempestades de neve!

Voltamos pro hostal e as 10h o tour saiu para pegar mais algumas pessoas em outros hostals, comida e material de cozinha e depois fomos para o deserto de trens, a nossa primeira parada. O cemitério de trens é um amontoado dos antigos vagões e locomotivas que foram aposentados e que funcionaram na época da extração de minérios, comidos pela ferrugem causada pelo sal e pelo tempo as antigas peças criam um cenário digno dos filmes do MadMax.

Cemitério de trens Uyuni

Cemitério de trens Uyuni - cenário no melhor estilo MadMax

Saímos do cemitério de trens e seguimos pela estrada em direção a Colchani, um povoado que vive do sal e dos artesanatos feitos com ele. Lá existe um pequeno museu do salar, mas o destque fica pela quantidade de artesanato barato que se pode comprar por lá, incluindo pedras de sal.

Montes de sal - Salar de Uyuni

Montes de sal - Salar de Uyuni

Saindo de Colchani fomos para o tour pelo salar propriamente dito, a primeira parada foi nos montes de sal. Mas de longe já notamos a diferença, as tempestades de neve dos dias anteriores fizeram o salar acumular água por causa do degelo e essa água recriou o mesmo cenário que se vê no verão, um salar alagado com um espelho de água de uns 10 cm de altura que refletia tudo e criava uma atmosfera diferente, uma coisa mágica, como se estivéssemos caminhando sobre um grande espelho que refletia qualquer coisa no horizonte.

Salar de Uyuni

Salar de Uyuni

Saindo dos montes de sal nos dirigimos para a Isla del Pescado, um bom tempo de carro sobre o sal e a água. A Isla del Pescado é uma brande ilha coberta por rochas, corais e cactus com centenas de anos. A vista do salar do alto do mirante da isla é maravilhosa. Esse passeio até o mirante é cobrado a parte do Tour, basta comprar um bilhete assim que chegar na isla e seguir a pequena trilha de sobe por um lado e desce pelo outro. No alto da trilha existe um marco onde algumas pessoas depositam moedas em troca de pedidos.

Isla del Pescado - salar de Uyuni

Isla del Pescado - salar de Uyuni

Almoçamos por lá mesmo, a comida foi servida pelo próprio Olavo em umas mesas de sal próximas de onde os carros ficam. Algumas pessoas aproveitaram o tempo antes do almoço para tirar algumas fotos aproveitando a imensidão branca do salar para brincar com a profundidade. Almoçamos e regressamos em direção ao hotel de sal, o primeiro hotel, que hoje está desativado e virou um pequeno museu. Chegamos um tanto quanto tarde lá pois paramos para ver um jipe que estava quebrado no meio do salar há umas 3 horas já… Mas ainda conseguimos alguma luz para fotografar na plaza das nações – um círculo com bandeiras de vários países na frente do hotel de sal. O pôr do sol foi um espetáculo a parte colorindo a água com tons de rosa e laranja.

Salar de Uyuni Alagado

Salar de Uyuni alagado, um verdadeiro espelho natural

Salar de Uyuni

Quando o salar está alagado o céu se confunde com o horizonte

Fim do tour - Salar de Uyuni

Fim do tour, até algum dia Salar de Uyuni

Chegamos bem cansados do tour, paramos na ria dos ônibus para deixarmos a Carol e a Judy – duas meninas que conhecemos no passeio pelo Salar e fomos comer alguma coisa e dormir. Fim de dia. No dia seguinte acordamos e aproveitamos para andar pela cidade, já que nosso ônibus para Oruro só sairia as 21h. Visitamos o pequeno museu próximo da plaza Arce e não fizemos nada demais no resto do dia.

As 21h pegamos o ônibus da San Miguel para Oruro, um ônibus simples mas com calefação e semi cama. Pagamos 50 bolivianos pela viagem de 6 horas até Oruro. A estrada boa nos deixou dormir alguma coisa e chegamos lá por volta das 04h da manhã do dia 09 de julho. Mal descemos do ônibus uma senhora já nos abordou oferecendo passagens para La Paz por 15 bolivianos, algo como 3 ou 4 reais! Em um ônibus de turismo com algum conforto. Fechamos e já fomos pro local da saída pois estávamos em cima do horário. Mais 4 horas de ônibus e finalmente, às 08h em La Paz, cansados mas com uma folga na agenda.

Confiram um vídeo do Salar de Uyuni!!


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Mario Nery

Mario Nery

Trekker, montanhista e mochileiro, pratica esportes outdoor desde 1990. Apaixonado por equipamentos, fotografia, cerveja e tecnologia. Formado em TI, atualmente trabalha na área mídias sociais/marketing digital. Siga o Trekking Brasil no Twitter: @trekking


7 comentários

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  1. Fernando
    Fernando 26 outubro, 2011, 12:09

    ola mario,

    gostaria de sabem quanto tempo durou essa sua viajem pela bolivia? si ela incluiu algun outro país? se vc usou dinheiro em especie ou cartão? e ainda si vc puder nos revelar quanto vc gastou para realizá-la?

    t + e obrigado.

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  2. Fernando
    Fernando 6 novembro, 2011, 04:07

    iai mario,

    tudo bem ?

    vc ainda está atualizando essa sessão?

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  3. Mario Nery
    Mario Nery 7 novembro, 2011, 22:30

    Oi Fernando, estou sim, tem o post de La Paz no forno aqui, é que eu tenho andado enrolado com trabalho, mas fique de olho no site que em breve ele pinta por aqui. Abs!

    Responda este comentário
  4. Camila
    Camila 11 Fevereiro, 2012, 16:01

    Muito show essa viagem! Andei pesquisando, montando roteiro e tal, mas esse ano não deu. É um sonho, junto com Macchu Picchu, que pretendo realizar um dia.
    Seus posts sobre a viagem estão muito legais. Fotos e vídeos também. Parabéns!

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  5. marjorie
    marjorie 8 Maio, 2013, 21:36

    olá mario!
    você tem o contato ou sabe indicar como encontrar o guia que fez o passeio?

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    • Mario Nery
      Mario Nery 15 Maio, 2013, 11:16

      Putz, tem várias agência que fazem o tour em Uyuni. Eu sempre compro lá mesmo, já fiz esse tour duas vezes. Uma completo, atravessando pro Chile pelo Atacama no final e outro de um dia apenas, justamente esse que está aqui. No caso deste fechamos com o pessoal do hostel mesmo, no caso o nome do hostel é Marith.

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